DICIONÁRIO DE ARTES VISUAIS

Você encontra neste dicionário de artes visuais alguns dos termos mais usados por desenhistas, pintores, escultores e amantes das artes.

Nosso objetivo aqui é permitir que você se torne um artista mais completo ampliando seus conhecimentos.

 

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ABSTRAÇÃO - Em geral, entende-se como abstração toda atitude geral que se afasta ou prescinde do mundo objetivo e de seus múltiplos aspectos. Refere-se, por extensão, no que tange à obra de arte e ao processo de criação, suas motivações e origens, a toda forma de expressão que se afasta da imagem figurativa.

ABSTRACIONISMO - Princípios ou ideais da arte abstrata.

ACENTUAR - Chamar atenção para um detalhe, por em evidência os claros, um plano, uma mancha cromática etc.

ACESSÓRIOS - 1. Figuras ou objetos que, não sendo essenciais para a compreensão do tema representado, servem para torná-lo mais expressivo, devendo ser tratados com mais sobriedade que o elemento principal. 2. Elementos que são colocados em cada lado do quadro, especialmente de uma paisagem, de maneira a dirigir a atenção para o centro.

ACROMÁTICO - Diz-se do que é incolor, carente de cor. Refere-se ao preto, ao branco e ao cinza, que só têm possibilidade de clarear ou escurecer uma cor, mas não mudam sua natureza.

AGUADA - Diz-se da aplicação de uma fina camada de qualquer tinta bastante diluída em água sobre um suporte, em geral com execução mais rápida e menos detalhada.

ALIVIAR - Abrandar as sombras de um desenho, atenuar as cores de um quadro.

AMBIENTE - Designa-se com este termo a atmosfera em que estão dispostas as figuras representadas em um quadro. Diz-se também da representação correta da perspectiva aérea.

AMBIGUIDADE - Diz-se daquelas formas ou figuras cuja estrutura apresenta alternativamente distintos aspectos formais, que podem ser lidos sem que predomine definitivamente nenhum deles.

ANÔNIMO - Diz-se do autor desconhecido de uma ou várias obras. Quando são identificadas nas obras características comuns e suficientemente marcantes para definir sua produção, a designação de anônimo é substituída pela palavra mestre, seguida pelo nome da localidade onde se encontra a obra mais importante ou o maior número delas, pelo título de uma obra ou por uma peculiaridade de estilo.

AQUARELA - Técnica de pintura que emprega tinta translúcida, cujos pigmentos são os mesmos do óleo e do guache, ligados com goma e diluídos em água. É aplicada em camadas transparentes sobre papel e, menos frequentemente, sobre outros suportes, sem uso de cores opacas para realçar contornos ou dar volume. Apesar de ser um processo antigo e amplamente utilizado, a aquarela distinta do guache só começa a ser praticada no início do século XVIII.

ARTE ABSTRATA - Nome genérico aplicado à obra plástica que se vale exclusivamente dos elementos puros: formas, linhas, cores, despojados de toda imagem figurativa; uma arte não objetiva e independente do mundo externo.

ARTE CONCEITUAL - Tendência contemporânea das décadas de 1960, 70 e 80, que defende a tese de que o importante numa obra de arte é a ideia e não a obra em si; desta forma, ela não necessita ser concretizada, bastando que se aprecie a exposição de suas propostas de base, o que pode ser feito por meio de texto, notas, filmes, vídeos, gráficos etc.

ARTE DE DESENHO - A arte e a técnica de representar, com lápis, pincel, pena, etc., um tema real ou imaginário, expressando a forma e geralmente abandonando a cor. O desenho tende a representar o tema racionalmente, configurando ou sugerindo seus limites, enquanto a cor tende a transmitir valores de ordem emotiva.

ARTE RUPESTRE - Termo que denomina as criações artísticas pré-históricas, caracterizadas por pinturas e gravuras feitas em paredes e teto de rochas de cavernas e ao ar livre. A arte rupestre retratava os costumes e práticas humanas do período pré-histórico, principalmente entre o Paleolítico (40.000 a.C.) e o Neolítico (10.000 a 6.000 a.C.). As primeiras artes rupestre foram encontradas na Caverna de Altamira, localizada na cidade espanhola de Santillana del Mar, e são consideradas as mais importantes da Arte na Pré-História. Datam de 14.500 a 12.000 a.C. As principais características das pinturas e gravuras lá encontrados são o realismo das figuras, que retratam cavalos, veados, bisões, além de mãos humanas e outros símbolos. As artes rupestres consideradas mais antigas, de cerca de 43.900 anos atrás, foram encontradas na ilha indonésia de Sulawesi. A mais antiga arte registrada é uma pintura representando uma cena de caça, em que porcos selvagens e búfalos anões enfrentam um grupo de caçadores estranhamente pequenos em vermelho escuro monocromático.

ASSIMETRIA - É a rejeição dos preceitos formais de simetria e equilíbrio. Descrição de uma figura ou de uma composição que, presumindo-se um eixo central através dela, demonstra um arranjo que não está necessariamente fora de equilíbrio, mas este não depende da similaridade entre as partes componentes e suas posições relativas quanto à estrutura geral.

ASSUNTO - Diz-se do tema ou motivo nas artes representativas. Com o advento da arte abstrata, a classificação tradicional dos assuntos em: histórico, sacro, de gênero, alegoria, paisagem, marinha, retrato, perdeu muito de sua aplicabilidade.

ATELIÊ - Na França do século XIX, a palavra ateliê tinha dois significados: o estúdio em que um mestre orientava o aprendizado de seus discípulos e o local onde um artista levava a cabo seu trabalho. A maioria dos estúdios do século XIX era especificamente projetada para estas funções, com tetos altos e a luz vinda do norte, a preferida dos pintores acadêmicos. Os pintores mais pobres usavam sótãos que eram menores, mas tinham boa iluminação e custavam mais barato.

ATMOSFERA - Denominação do espaço em que estão as figuras num quadro.

AUTORRETRATO - Retrato de um artista executado por ele mesmo.

BARROCO - Denominação de período artístico que prevaleceu do fim do século XVI ao fim do século XVIII, caracterizado pelo exagero dos adornos.

BELAS ARTES - Denominação tradicional dada às artes plásticas, sobretudo à pintura, escultura e desenho, em oposição às artes aplicadas ou menores. Originalmente, a classificação incluía também a música e a poesia.

BIDIMENSIONAL - Designação do modo de representar um corpo só por altura e largura, sem o sentido de profundidade.

BRILHO - Diz-se da tonalidade brilhante e da riqueza das cores de certas partes de uma pintura.

BRUMOSO - Denominação do efeito de névoa na pintura de paisagem. Diz-se também dos longes indistintos.

CARICATURA - Representação exagerada dos traços ou características de uma ou várias pessoas para produzir um efeito cômico ou crítico a seu respeito ou de fatos em que estejam envolvidas. Desenvolve-se como forma artística própria a partir do século XVIII.

CENA - Denominação, em arte, para designar um conjunto de figuras representadas em atitude de participação, de um modo ou de outro, no que está sendo feito, em contraste com a representação de figuras isoladas que não têm relação de ação entre si.

CINZA COLORIDO - Denominação de um cinza obtido pela mistura de cores complementares, tal como vermelho com verde, azul com laranja e amarelo com violeta. Na verdade, pelos padrões convencionais, não se trata de um cinza, dado o comportamento dos pigmentos relativamente impuros quando mesclados, resultando em uma gama de cinzas esverdeados, cores de malva e marrons baços.

CINZA NEUTRO - Aquele resultante da mistura de preto com branco.

CÍRCULO CROMÁTICO - Denominação de um diagrama utilizado para apresentar as relações entre as cores primárias e as cores secundárias e as outras cores ou tons resultantes de suas misturas, de forma a demonstrar seu relacionamento sequencial.

CLAREAR - Tornar um tom menos sombrio ou menos carregado.

CLARO-ESCURO - Em pintura, é o contraste equilibrado de luzes e sombras que servem para dar relevo às formas e criar um efeito de espaço e de profundidade na composição.

CLAROS - Pontos em que a luz é mais intensa em um quadro. Também chamado Altas Luzes.

CLÁSSICO - 1. Designação que, em um sentido estrito, abarca apenas a arte grega e romana da Antiguidade, especialmente os séculos V e IV A.C., período áureo da arte grega. 2. Em um sentido mais amplo, aplica-se a obras mais recentes que contenham as qualidades de harmonia, simetria e equilíbrio daquelas, tomadas como modelo. 3. Descrição aplicável, ainda, a uma fase em que um dado estilo está em seu apogeu.

COLORISTA - Termo empregado para os artistas que têm particular habilidade na aplicação das cores e na manipulação de seus efeitos em suas composições.

COMPOSIÇÃO - Organização dos diferentes elementos da estrutura global de uma obra de arte, com vista a um resultado integrado e harmônico. Na pintura, a composição refere-se tanto à distribuição de linhas, massas de luz e sombra e de cores para formar uma imagem coerente, como ao arranjo do tema dentro do quadro.

CONTORNO - Em desenho, pintura ou gravura, o limite a partir do qual uma forma adquire separação do fundo ou campo que a rodeia. A área marcada pelo contorno, expresso como uma linha em torno dela, na realidade descreve mais do que o simples formato de um objeto, podendo dar também indicações a respeito de seu volume, realces e textura. Na técnica da pintura, o contorno pode ser obtido sublinhando-o com traços que delimitem rigorosamente a cor, o contorno nítido, ou deixando a mancha daquela, através de tonalidades graduadas, sugerir a fronteira de modo difuso, o contorno impreciso. Conforme um pintor cuida mais do grafismo do contorno ou da mancha cromática, é classificado como pintor de traço ou pintor de mancha.

CONTRAPOSIÇÃO - Variação das linhas, das atitudes das figuras ou da luz em uma pintura, baixo-relevo ou ornato mantendo um equilíbrio.

CONTRASTE - Oposição intencional de massas, cores, claro-escuro, que faz ressaltar os diversos valores plásticos de uma obra.

CÓPIA - Reprodução de uma obra de arte feita por encomenda ou como estudo e sem intenção de falsificação, geralmente em escala diferente do original.

COR - Diz-se da sensação visual produzida no espectador pelos raios luminosos refletidos ou refratados pelos corpos e que independe das suas formas. As cores são classificadas tradicionalmente em primárias ou básicas (vermelho, amarelo e azul), secundárias (quando resultantes da adição de duas primárias) e terciárias (se provenientes da mistura de uma primária com outra secundária).

COR ADJACENTE - Denominação da cor imediatamente vizinha a outra no círculo cromático, como é o caso do vermelho e suas adjacentes laranja e violeta.

COR BÁSICA - Denominação do amarelo, do azul e do vermelho, de cuja combinação derivam todas as demais cores.

COR CHAPADA - Expressão que designa uma área de cor lisa, plana.

COR COMPLEMENTAR - Denominação das cores que se encontram em posições opostas no círculo cromático: vermelho e verde, amarelo e violeta, azul e laranja, as quais, se mescladas na proporção correta, produzem cinza, e, quando colocadas uma junto à outra, se realçam mutuamente e parecem oscilar quando os olhos tentam diferenciá-las.

COR CONCEITUAL - Diz-se da cor usada em pintura figurativa que é simbólica ou expressiva, em vez de ser realista.

COR FRIA - Cor situada no setor do espectro correspondente às longitudes de onda mínimas, próximas ao ultravioleta; cor que absorve luz, como o azul, o verde, o violeta. Em pintura, uma cor fria sugere profundidade.

COR NEUTRA - Diz-se das colorações apagadas, indeterminadas; usualmente, uma gama de cinzas e beges. Em geral, o fundo de um quadro é preparado com cor neutra.

COR PRIMÁRIA - Denominação de cada uma das três cores básicas, amarelo, azul e vermelho, que não podem ser decompostas e, de cuja combinação, derivam todas as demais cores.

COR QUENTE - Denominação da cor que expande luz; qualquer cor incluída entre os matizes do vermelho, vermelho-púrpura, laranja ou laranja-amarelo, das quais se pode dizer que têm um aparente calor.

COR SECUNDÁRIA - Cor obtida pela mistura de duas cores primárias. Assim, o laranja é produzido pelo vermelho e o amarelo, o verde pelo amarelo com o azul e o violeta pelo azul com o vermelho.

COR TERCIÁRIA - Uma cor produzida pela mistura de duas cores secundárias em qualquer proporção. Dependendo das cores originais e das proporções empregadas nas misturas, as cores terciárias constituem uma variedade de marrons, cinzas e negros.

CORES ANÁLOGAS - Cores situadas muito perto ou em sequência no círculo cromático e que são, por isso, relacionadas e harmônicas, como é o caso do azul e de uma série sucessiva de verdes azulados.

CORES CROMÁTICAS - Denominação que abrange todas as cores que fazem parte do espectro solar, à exceção de preto, branco e cinza.

CRIAÇÃO - Diz-se da composição original de um artista.

CRÍTICA DE ARTE - Análise da produção artística contemporânea com o objetivo de selecionar as correntes e artistas atuais que manifestam um real valor. A crítica de arte surgiu em meados do século XVIII, com os salons franceses, e distingue-se da História da Arte, que só analisa obras do passado.

CUBISMO - Movimento artístico surgido no final da primeira década do século XX como uma reação ao impressionismo e à sua concepção intelectual de forma e cor; buscava a representação simultânea de todas as formas do objeto no espaço, abandonando a perspectiva convencional.

DEGRADAÇÃO - Gradação, em desenho ou pintura, dos volumes, tons, luzes e sombras de um quadro segundo as regras da perspectiva.

DESENHO - Representação em que predomina o traço sobre a cor, constituindo-se em obra de arte independente ou em uma fase da pintura. Vários são os materiais empregados, dependendo da qualidade pretendida: traços finos requerem o uso da pena e da ponta de prata; os não muito finos são obtidos com lápis ou carvão e os mais espessos demandam o pastel. Os suportes também são variáveis, mas desde a invenção do papel, no século XIV, este, pelo menos no mundo ocidental, tornou-se dominante. Em que pesem inúmeras manifestações ao longo da história, só a partir do século XVI é que o desenho se desenvolve como obra artística.

DESENHO À MÃO LIVRE - Desenho feito sem auxílio de compasso, de régua, de esquadro ou de qualquer outro instrumento.

DESENHO A PINCEL - Técnica de desenhar de maneira total ou principalmente com o uso do pincel.

DESTACADA - 1. Diz-se da figura que sobressai em uma composição. 2. Termo usado igualmente para uma pintura retirada do suporte original e transferida para outro.

DETALHE - Diz-se, de maneira geral, dos atributos, dos panejamentos e de outros acessórios em uma composição.

EFEITO - Impressão conseguida por uma obra de arte sobre seus observadores. Impressão produzida, em pintura, pela oposição de cores, de sombras, de luz, etc.

EIXO - Linha vertical imaginária que passa através do centro de uma forma ou composição e em torno da qual os elementos são dispostos com um grau de equilíbrio ou de simetria.

EMPATIA - Diz-se do estabelecimento de um laço emocional entre o espectador e a obra de arte. Também se diz Endopatia ou Introjeção.

ESBATIMENTO - Numa pintura, a disposição graduada dos volumes, sombras e claro-escuro.

ESBOÇO/SKETCH - Projeto inicial de qualquer obra artística feito rápida e improvisadamente, no qual, geralmente, faltam os pormenores. O processo mais frequente de fazer um esboço é o desenho, mas ele pode ser pintado ou, no caso de uma escultura, plasmado em barro.

ESCUROS - Diz-se das partes de uma pintura em que não incide a luz.

ESPAÇO PICTÓRICO - É a ilusão de espaço criada „mais além‟ do plano pictórico que sugere um espaço e uma profundidade „reais‟ e é criada pelo uso da perspectiva e de outros recursos.

ESPECTRO - Denominação do conjunto de raios coloridos que resultam da decomposição da luz por meio de um prisma.

ESTAMPA - 1. Denominação da imagem impressa por qualquer dos processos de gravura. 2. Diz-se também da gravura isolada, intercalada entre as páginas de um livro.

ESTÉTICA - Ciência que, com base em critérios visuais, morais e sociais, se ocupa da teoria do belo e da apreciação da beleza, incluindo a avaliação das obras de arte.

ESTILIZAÇÃO - Diz-se da representação figurativa que simplifica as formas, as proporções e os contornos de um corpo, de acordo com critérios idealizados, resultando em uma imagem reconhecível, embora não essencialmente realista.

ESTILO - Maneira de expressão característica e diferenciadora de um artista ou de um grupo, em qualquer arte. Desde o século XVIII, a análise estilística, que inclui o estudo dos motivos ou imagens utilizados, das técnicas empregadas, dos materiais usados, da distribuição das cores e de outros aspectos técnicos, não se limitou à determinação de estilos individuais, mas também à definição de características comuns em um período, em uma localidade, uma escola ou nacionalidade. Possibilitando, assim, o progresso da História da Arte em épocas nas quais a ausência de documentação tornou o estilo a maneira principal e quase única de pesquisa.

ESTUDO - Cuidadoso desenho, pintura ou modelação de detalhes tais como panejamentos, folhagens ou partes do corpo feitos como referência ou para integrarem uma composição maior. Não pode ser confundido com o esboço, tanto por não abranger a composição por inteiro quanto pelo aspecto minucioso que alcança. Na pintura acadêmica de figuras, o esquisse pintado era a parte mais livre e espontaneamente executada, ao passo que os estudos – desenhos ou pinturas de elementos individuais da composição – eram feitos com mais vagar, trabalhados cuidadosamente sob uma iluminação estática de estúdio. Na pintura de paisagens, no entanto, o estudo era a fase mais livre, em que o artista expressava sua resposta ao efeito natural. Os estudos de paisagem eram executados ao ar livre e era fundamental ser rápido para captar os fugazes efeitos de luz que havia que traduzir em pintura. Na pintura acadêmica de paisagens, estes pequenos estudos do natural formavam a matéria-prima que ajudava a memória do artista ao pintar a obra definitiva no estúdio.

EXPRESSIONISMO - Movimento artístico surgido no final do século XIX em oposição ao realismo, que caracterizava o Impressionismo, preocupando-se menos com a reprodução do mundo exterior, de suas formas e harmonias, e mais com a transferência para a obra de arte do impacto emocional, dos sentimentos e das vivências interiores do artista. Procura refletir, de um modo brusco e inquietante, as angústias do homem diante das incertezas do mundo contemporâneo, por meio de um acentuado grafismo e cores fortes, marcado pela agressividade resultante da tensão psicológica do pintor, expressa na alteração de cores e na distorção das formas que, na figura humana, atingem o caricatural.

FIGURA - Representação de uma pessoa ou de um animal em pintura ou escultura.

FIGURATIVO - Termo genérico aplicado à representação plástica que mostra formas reconhecíveis como objetos, pessoas, animais, paisagens, ainda que estejam bastante interpretados e não necessariamente reproduzidos de maneira acurada. O oposto de abstrato.

FORMA - Configuração, aspecto, volumes e suas relações, quando representados em uma obra de arte, seja ela abstrata ou figurativa.

FORMA LIVRE - Diz-se, em pintura e escultura, das formas irregulares ou assimétricas, especialmente daquelas curvilíneas.

FORMALISMO - Em arte, o apego às soluções já consagradas, aos aspectos formais, em detrimento dos conteúdos expressivos.

FORMATO HORIZONTAL - Classificação de qualquer quadro em que a largura excede a altura. A correta indicação em um catálogo ou em outras publicações é feita com a medida da altura precedendo à da largura, o que permite saber de antemão, sem ver a obra ou reprodução, qual o seu formato.

FUNDO - 1. Em uma composição pictórica, o último plano, de cor uniforme, representando interiores ou paisagem. 2. Diz-se de toda e qualquer superfície preparada para receber uma pintura ou ornato.

GALERIA - Salão ou corredor extenso provido de iluminação adequada onde são expostas obras de arte.

GÊNERO - 1. Espécie de uma obra de arte classificada de acordo com aspectos estilísticos, temáticos ou técnicos. 2. Em pintura, a representação de cenas da vida quotidiana. Também chamada de Pintura de Costumes.

GRADAÇÃO - 1. Diz-se da transição entre as cores ou os tons sem que ocorram mudanças bruscas nem tampouco limites muito definidos. 2. O termo é aplicado também à variação progressiva no tratamento dos elementos de uma composição pictórica ou escultórica de maneira que as figuras principais se tornem preeminentes em relação às restantes, que tendem a fundir-se no conjunto da obra conforme se afastam do centro da ação.

GRANULADO - Diz-se da leve aspereza, da superfície rugosa de uma tela ou de outro suporte que permite à tinta ou lápis aderir com mais firmeza.

GRAVURA - Método de produção de estampas mediante a obtenção prévia de uma matriz, que pode ser uma composição original, inventada ou gravada pelo próprio artista, ou uma gravura reproduzida de outra obra de arte por um gravador. Quanto à matriz, tem-se a xilogravura, feita sobre madeira, a calcografia, sobre metal, a litografia, em pedra ou a serigrafia, em tela de seda. Cada exemplar de uma tiragem é assinado e numerado a lápis pelo autor, de acordo com a ordem em que foi impresso, indicando, também, o número total de cópias. Desta foram, 1/25 é a primeira cópia de uma tiragem de 25.

GUACHE - Processo de pintura que utiliza tinta opaca diluída em água que contém os mesmos ingredientes que a aquarela, sem ficar transparente, porque tem, ademais, pigmento branco. Isto faz com que as cores ocultem o suporte e possam ser superpostas. Sendo opacas refletem mais luz, em comparação com a rica luminosidade das aquarelas sobre papel branco.

HABILIDADE ARTÍSTICA - Obra ou trabalho artístico; capacidade, vocação ou talento artístico.

HARMONIA - Princípio estético intimamente relacionado com a unidade da obra quanto à simetria, o equilíbrio e a proporção.

HÍBRIDA - Diz-se da obra que mistura elementos de estilos diferentes que não combinam bem e põem em evidência a falta de unidade de conceito e de realização.

ILUMINAÇÃO LATERAL - Diz-se daquela produzida pela luz que entra pela direita ou pela esquerda dos objetos, realçando o sentido de forma ao criar zonas equilibradas de luz e sombra com semitons graduais entre elas. Este era o tipo de iluminação preferido pelos pintores acadêmicos.

ILUMINURA - Denominação da arte de ilustrar a cores um texto manuscrito que era usual até a difusão da imprensa e que abrangia desde pequenas decorações de vinhetas ou capitulares às páginas completas.

ILUSTRAÇÃO - Nome da estampa, gravura ou desenho que acompanha um texto. Alguns autores, como Bernard Berenson, restringem seu uso àquelas diretamente relacionadas com o conteúdo, opondo-se ao mero ornato.

IMAGEM - Termo genérico para designar a representação de um ser ou objeto por meio do desenho, gravura, pintura, escultura, etc.

IMAGEM ESPECULAR - Diz-se dos temas ou motivos reproduzidos em sentido inverso do original. O mesmo que invertido.

IMPRESSÃO - 1. Diz-se tanto do efeito produzido por uma obra de arte sobre o espectador como de um desenho ou de uma pintura sem detalhe, no qual estão apenas apontados os volumes básicos. 2. Em seus estudos de paisagens, os artistas do século XIX tratavam de captar o impacto que uma cena lhes causava com os efeitos fugazes da luz e da cor ao ar livre. Os impressionistas tratavam de conservar em suas pinturas esta qualidade da primeira impressão imediata, inclusive em obras que não eram pintadas em uma só sessão, pois pretendiam encontrar uma linguagem visual que transmitisse uma aparência de espontaneidade.

IMPRESSIONISMO - Movimento artístico francês que deve seu nome a um quadro de Monet intitulado “Impression, soleil levant”, cuja primeira de oito exposições foi efetuada em 1874 e reuniu um variado grupo de pintores, estando entre os mais importantes o próprio Monet, Renoir, Sisley Pissarro, Degas e Boudin. Considerada a mais importante contestação à corrente acadêmica do século XIX, interessou-se pelas descobertas da física no campo da cor, passando a usar uma paleta reduzida às cores claras e puras e a justapor as primárias às suas complementares, de modo a obter a fusão de tons na visão do observador. Rompendo com a tradição, seus integrantes abandonaram os estúdios para pintar ao ar livre, em especial no bosque de Fontainebleau, tendo por meta captar a impressão instantânea em que predomina o feérico da luz e do colorido.

INCOLOR - Diz-se do objeto ou superfície desprovido de cor.

LÁPIS - 1. Carboneto de ferro muito brando de aspecto metálico e de cor escura, cujo nome científico é plumbagina ou grafite e que serve para desenhar. 2. Diz-se do desenho ou pintura feitos com lápis.

LINHA DE FUGA - Aquela que se afasta em profundidade, em direção ao ponto de fuga.

LINHA DO / DE HORIZONTE - Em pintura ou em outra composição em duas dimensões, diz se de uma linha horizontal, real ou imaginária, que indica o ponto de vista do artista em relação à imagem, sendo nela que se localiza o ponto de fuga. Também chamada de Linha de Terra.

LITOGRAFIA - 1. Gravura cuja matriz é uma placa de pedra desenhada com lápis gorduroso ou com tinta oleosa. No primeiro caso, a imagem fica em relevo e a placa é mergulhada em ácido que corrói as zonas não protegidas pelo lápis. No segundo, a imagem executada com a tinta gordurosa é plana. Suas tiragens são pequenas porque a nitidez do desenho desaparece ao fim de poucas cópias. 2. Estampa tirada por este processo.

LONGES - Denominação dos planos mais afastados em uma composição perspectivada.

LUZ DIFUSA - Tipo de iluminação uniforme e neutra produzida por um céu encoberto, mas brilhante, sem luz solar direta e, portanto, sem sombras. Este era um dos tipos de luz preferidos pelos impressionistas, pois sob esta iluminação, os tons têm um valor parecido, sem extremos de claro e escuro e as cores locais aparecem puras e sem modificação.

MANEIRISMO - Designação adotada no século XX para denominar o estilo que, a partir da Itália, estende-se com variada cronologia ao resto da Europa entre 1515 e 1610 e que se caracteriza genericamente pela insistente busca de efeitos insólitos e ambíguos. Na pintura e na escultura, manifesta-se em composições com figuras fora do eixo, alongadas e serpentinas, ou com acentuado contraposto, havendo maior preocupação com o estilo do que com o conteúdo. Nas artes decorativas, em que a gravura assume o papel de divulgadora, o seu impacto foi especialmente sobre o mobiliário e a ourivesaria. De forma geral, o termo tornou-se sinônimo de afetação no estilo.

MARCAÇÃO RETICULADA - Processo de ampliação de uma composição por meio da aplicação sobre ela de um quadriculado e a cópia em ponto maior, a seguir, do conteúdo delimitado por cada um de seus quadrinhos em quadrados de maiores dimensões em outro suporte.

MATIZ - Cada uma das gradações quase imperceptíveis de uma cor sem que perca suas características próprias e individualizadoras.

MEIA-TINTA - Tom intermediário de uma cor entre a luz e a sombra que serve para harmonizar a transição dos claros aos escuros, criando uma ilusão de relevo nas formas. Também chamado de Meios-tons.

MODELAÇÃO, MODELADO - Em pintura ou desenho, é a representação da forma tridimensional, usando-se geralmente zonas de luz e sombra para obter efeito de relevo.

MODELO - Pequena figura que o artista toma como seu padrão para ter uma ideia do trabalho final. Peça feita pelo artista, seja em tamanho natural, seja em escala, destinada a ser passada a outra matéria, como o bronze ou a pedra, por exemplo. Alguns modelos que, não raro, alcançam um alto nível artístico, são de valor histórico incalculável, pois mostram a ideia original do artista.

MODERNISMO - Designação genérica que abrange os movimentos de vanguarda do século XX.

MONOCROMÁTICO - Denominação de um objeto ou de uma obra, em especial de uma pintura, um desenho ou uma gravura, de uma só cor ou em tons de uma só cor.

MONUMENTAL - No contexto da teoria e da história da arte, termo usado para descrever uma obra que, a despeito de suas dimensões ou período, tem as qualidades de equilíbrio, simplicidade e permanência inerente à grande arquitetura.

MOTIVO - O tema principal ou assunto de uma obra de arte; um elemento distinto, dominante em uma composição.

NANQUIM - Tinta preta usada em desenho, disponível em forma líquida ou em bastão. Sua composição tradicional é o pigmento negro-de-fumo com um aglutinante pegajoso líquido, mas há várias fórmulas contendo ingredientes diferentes.

NATURALISMO - Representação de objetos, figuras e formas naturais observados direta e acuradamente como de fato parecem, sem interpretações teóricas ou simbólicas, o que não implica, contudo, a cópia fiel postulada pelo Realismo, com o qual costuma ser confundido.

NATUREZA MORTA - Denominação de um quadro ou de outra representação de seres inanimados. Sua individualização, como gênero independente data do século XVI, tornando-se popular em toda a Europa a partir do século XVII e mesmo na atualidade segue encontrando praticantes.

NEO-IMPRESSIONISMO - Variante do Impressionismo adotada por um grupo de pintores, a partir de 1884, que adaptaram suas técnicas, principalmente as do divisionismo, a composições formais e rígidas, distanciando-se do espontaneísmo impressionista. Georges Seurat foi seu iniciador sendo seguido por Paul Signac e, durante algum tempo, por Camille Pissarro.

OBRA - Denominação de todos os trabalhos executados por um artista durante sua vida produtiva, incluindo, além das obras maiores, os estudos, esboços, gravuras, modelos, etc.

OBRA-PRIMA - 1. Obra capital; a melhor obra de um artista. 2. Trabalho artístico considerado excelente em qualquer período ou gênero.

OFICINA (WORKSHOP) - 1. Lugar onde se exerce um ofício. No que se refere às artes plásticas, é mais corrente o uso do termo ateliê. 2. Conjunto de colaboradores dirigidos por um mestre.

OPACO - Descrição de um material que reflete a luz em vez de transmiti-la, isto é, não é transparente nem translúcido. Certos pigmentos são naturalmente opacos quando se aglutinam em óleo, entre eles alguns terras e o branco de prata.

ORIGINAL - Diz-se de uma obra autêntica executada pelo próprio artista: o oposto de cópia.

PADRÃO - Um arranjo de linhas, de formas, de cores ou de motivos; modelo ou molde para a reprodução de objetos em quantidade indeterminada.

PAISAGEM - Quadro em que o tema principal é uma representação de formas naturais, de lugares campestres, seja parque ou floresta, frequentemente abarcando uma considerável área e distâncias, podendo incluir figuras para dar uma sensação de escala, mas é inteiramente subordinada à vista como um todo. A data da realização da mais antiga paisagem é discutível, embora reproduzi-la artisticamente como um fundo seja do tempo da civilização grega. Através da Idade Média a paisagem permaneceu como fundo para outros temas e ainda que Leonardo tenha dado grande importância ao estudo de aspectos naturais e à perspectiva aérea, não foi antes dos paisagistas holandeses do século XVII que ela realmente emergiu como um tema independente. Desde então, muitas teorias e técnicas têm buscado captar os aspectos naturais das sempre mutáveis condições do ar, da luz e do tempo.

PALETA - Peça feita, geralmente, de madeira fina, com formato elíptico ou retangular, provida de um orifício numa das extremidades para introduzir o polegar, usada pelos pintores para colocar tintas e misturar cores. Em um sentido mais geral, pode-se usar o termo com referência à gama de cores preferidas de um determinado artista ou características de um grupo ou escola artística.

PAPEL CANSON - Categoria de papel de superfície granulosa que é adequado para a execução de trabalhos com giz, crayon ou pastel e encontrável, além do branco, em uma diversidade de cores.

PASTEL - Pintura feita a seco sobre tela, papel, pergaminho ou outra superfície rugosa, cujas cores não se alteram nem perdem luminosidade e são facilmente fundíveis, o que as torna apropriadas para retratos e paisagens. Embora seja um meio de desenho, no que se refere à sua forma em bastão e de uso a seco, o pastel tem sido tradicionalmente associado à pintura, uma vez que a sua técnica usa manchas de cor em vez de traços.

PERFIL - 1. Contorno linear de uma figura ou de qualquer objeto. 2. Representação de uma das metades laterais de um ser ou objeto, ficando a outra completamente oculta.

PERSPECTIVA - 1. Técnica de representar objetos tridimensionais sobre uma superfície plana ou de fraco relevo, dando a ilusão de espessura e profundidade tal como eles se apresentam à vista. Mediante um determinado procedimento de projeção pelo qual todas as linhas paralelas convergem para um ponto de fuga, os objetos aparecem menores por seu progressivo distanciamento do plano do quadro. 2. Desenho ou pintura com base em um projeto arquitetônico que o representa de forma tridimensional, abrangendo os efeitos sobre as áreas circunvizinhas.

PERSPECTIVA LINEAR - Construção geométrica aplicada na elaboração de uma pintura ou de um desenho em que as linhas paralelas e verticais à superfície convergem para um ponto de fuga situado no infinito, o qual tanto pode ficar na linha do horizonte, como acima ou abaixo dela determinando as dimensões da figura conforme se situam ou se afastam do primeiro plano e do ponto de vista onde é suposto estar o observador.

PICTÓRICO - Designação de algo que é visualmente expresso como uma imagem, motivo ou símbolo em duas dimensões. O termo abrange várias formas de relevo em que os elementos da composição são dispostos como se fora uma superfície plana.

PINCEL - Instrumento construído por um tufo de pelos ou cerdas presos a um cabo que serve para pintar ou para desenhar com tintas.

PINCELAR - Pintar com pequenos toques de pincel.

PINTURA - 1. Qualquer uma das técnicas ou processos de aplicar tintas sobre uma superfície par produzir uma imagem e que se distingue das outras artes plásticas, principalmente do desenho e da gravura, por depender especificamente do emprego da cor. 2. Diz-se da própria obra pictórica.

PLANO BÁSICO - Esboço geométrico sobre o qual se traça o esquema geral de uma composição.

PLÁSTICA - Conjunto das qualidades que tornam uma obra de arte expressiva.

POLICROMIA - Designação de um conjunto de várias cores. Diz-se da camada pictórica que reveste uma escultura.

PONTO DE FUGA - Ponto na linha do horizonte para o qual, na profundidade do quadro, parecem confluir as linhas que se originam no primeiro plano. Os artistas que fizeram experiências com perspectiva, no século XV, acabaram por adotar um só ponto de fuga. Mais tarde, outros chegaram à conclusão de que eram necessários diversos pontos de fuga para capturar a realidade do mundo natural.

PONTO DE VISTA - Denominação do trecho, em uma composição pictórica, para o qual os olhos retornam com mais naturalidade. Na arte figurativa, com o emprego de perspectiva linear, é, geralmente, mas nem sempre, o ponto de fuga.

PÓS-IMPRESSIONISMO - Designação cunhada, em 1914, pelo crítico inglês Roger Fry quanto a diversos pintores do século XIX de diferentes características, entre os quais Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec, de importância fundamental para o desenvolvimento da pintura no século XX. O Pós-Impressionismo caracterizou-se por uma preocupação maior com as sensações formais e tácteis contra o predomínio da sensação visual do Impressionismo.

PRECISAR - Diz-se, nas artes plásticas, da ação de realçar partes da composição, de determinar os contornos.

PROFUNDIDADE - Diz-se, nas artes representativas, da sugestão de distâncias entre o primeiro plano e os planos do fundo, o que é obtido pela aplicação de recursos técnicos, como a perspectiva e o escorço, o que leva a representar em tamanho reduzido as figuras e objetos aparentemente mais afastados do espectador, à diminuição da claridade e à menor definição dos detalhes nas vistas mais longínquas e à contração das formas representadas em ângulo reto em relação ao plano do quadro.

QUALIDADE - Propriedade, atributo ou condição de uma obra capaz de distingui-la das outras e de lhe determinar a natureza.

REALISMO - 1. Movimento dinamizado por Gustave Courbet que organizou a primeira exposição realista, em Paris, em 1875, opondo-se ao naturalismo acadêmico, que imperou na primeira metade do século XIX. 2. Termo usado para a arte que representa um tema com acuidade, não só no que tange às aparências, mas que, ao contrário do naturalismo, preocupa-se apenas com a transcrição acurada da natureza. Leva em conta, principalmente, um juízo de valor, por parte do artista, a respeito da realidade interpretada que concerne mais a acontecimentos quotidianos e a condições sociais do que a uma visão literária e tradicional.

REFLEXO - O reflexo é a luz que rebate de uma superfície e, portanto, é indireta. Se a superfície é de cor, a luz se tinge desta cor, alterando a de qualquer objeto sobre o qual o reflexo incidir. As paredes dos estúdios do século XIX eram costumeiramente revestidas de tons apagados para impedir que a luz refletida alterasse os semitons e as sombras do modelo. Os artistas acadêmicos tratavam de evitar os reflexos, posto que eles modificam as cores dos objetos. Os impressionistas, no entanto, tendiam a buscar os reflexos de luz e cor que se encontram naturalmente ao ar livre. Nas obras pintadas em estúdio, a supressão deste efeito termina produzindo um resultado artificial, estático ou apagado.

RELEVO PICTURAL - Denominação do relevo cuja composição tem perspectiva. É obtido com a diminuição progressiva dos volumes situados nos planos mais afastados, com a execução do primeiro plano, geralmente, em alto-relevo e do segundo plano em baixo relevo.

RETRATISTA - Artista que se especializa em executar retratos.

RETRATO - Denominação da imagem em duas ou em três dimensões de uma pessoa real. Desenhada, pintada, gravada, esculpida ou fotografada, pode abranger somente a cabeça, mostrar uma parte do corpo ou ainda a pessoa por inteiro.

RITMO - Em artes plásticas, a relação harmoniosa entre os elementos constitutivos de uma obra.

ROCOCÓ - Designação que decorre de uma corruptela caricatural do termo rocaille. O Rococó corresponde à fase terminal do Barroco, durante o reinado de Luís XV, caracterizada pelo uso de decorações com motivos derivados de conchas, pedras e plantas.

ROMANTISMO - Movimento cultural do final do século XVIII e primeira parte do XIX, caracterizado pela reação contra o academismo de então e, sobretudo, o neoclássico, procurando fontes de inspiração nos estilos do passado. Na pintura, resultou em uma grande valorização da cor, em detrimento da forma.

RÚSTICO - Estilo ornamental que busca dar a impressão de um acabamento tosco, descuidado.

SALÃO - 1. Designação dada às exposições artísticas oficiais de Paris e que advém do fato de as primeiras terem sido no Salon Carré, do Louvre. Desde 1667, a Academia o rotulara como o “centro respeitável” em que podiam ser exibidas obras de arte. A partir de 1831, passou a ser realizado anualmente e apenas em 1848, por causa da revolução, não houve um júri que regulasse a admissão das obras. Em 1863, foi realizado um “Salon des Refusés”, uma exposição das obras rechaçadas pelo Salão, mas enfrentou reação hostil tanto do público quanto da crítica e não contribuiu para melhorar a situação dos artistas independentes, como Manet, que nele expuseram. O caráter reacionário do Salão acadêmico ocasionou, finalmente, a aparição de exposições alternativas, como as do grupo impressionista, a partir de 1874 e, em 1884, o Salão dos Artistas Independentes. 2. Sala de exposições periódicas.

SÉRIE - Diz-se de uma coleção de pinturas, desenhos ou gravuras organizada a partir de uma afinidade como o tema, o estilo ou a escola.

SILHUETA - 1. Desenho ou pintura do perfil de uma figura recortado em cartão ou papel preto ou executado na parte interna totalmente negra que deve sua denominação ao político francês do século XVIII Etienne de Silhouette e esteve em moda nos séculos XVIII e XIX. 2. Por analogia, qualquer objeto ou cena representada em negro, sem detalhes dentro de seu contorno.

SIMBOLISMO - 1. O uso sistemático de símbolos, concretos ou abstratos, em uma imagem ou em uma coleção de imagens, para representar objetos reais ou ideias abstratas. 2. Tendência da pintura europeia no final do século XIX para expressar as emoções , os sonhos e outras sensações por meio de elementos visuais que os sugerissem. O Simbolismo francês foi considerado o mais representativo.

SIMETRIA - Descrição de uma figura ou de uma composição que, supondo se um eixo vertical passando por seu centro, denota um perfeito equilíbrio de componentes similares em torno ou de cada lado do eixo.

SOBRECARREGADO - Diz-se de uma composição com excesso de figuras, de adereços e outros detalhes.

SOMBREAR - Técnica de dispor as sombras em um desenho, numa gravura ou em uma pintura.

SUPORTE - Superfície física sobre a qual se executa uma pintura ou desenho na qual são aplicadas as tintas ou materiais de desenho e que é geralmente de tela, madeira, papel ou cartão, mas pode ser também de marfim, metal, gesso ou de outro material adequado.

TÉCNICA - Conjunto dos métodos e pormenores práticos essenciais à execução perfeita de uma arte ou profissão.

TÉCNICA MISTA - 1. Diz-se do emprego em uma só pintura de tintas à base de dois ou mais aglutinantes diferentes, o que impõe o uso de técnicas diversas para sua aplicação, como é o caso de uma velatura a óleo sobre uma composição executada a têmpera. 2. Tipo de gravura que utiliza mais de um processo em conjunto para produzir uma só estampa, combinando, por exemplo, água-forte com verniz mole. 3. Também se aplica o termo à combinação de diferentes tipos de materiais.

TELA - Suporte de uma pintura que é feito de tecido, o qual pode ser de algodão, cânhamo ou linho, esticado sobre um chassi. Por extensão, a palavra passou a denominar a própria pintura feita sobre este suporte.

TEMA - Assunto sobre o qual versa uma obra de arte e é interpretado pelo artista.

TEXTURA - Em pintura, diz-se da disposição das pinceladas e da gradação dos tons.

TINTA - Matéria corante para pintar que pode ser diluída em água, em óleo, em cera ou em outros aglutinantes. Também se diz do grau de intensidade de uma cor em pintura.

TIPOLOGIA - Técnica que tem por objetivo classificar as representações segundo sua forma.

TOM - 1. Resultado da mistura de diferentes espécies de cores. 2. Grau de intensidade e de brilho nas tintas.

TONALIDADE - Designa a variação clara ou escura do matiz de uma cor que pode dar lugar a um efeito específico de profundidade. Diz-se também do tom dominante em uma composição.

TOQUE - 1. Diz-se da maneira como o artista espalha as cores, traça, cinzela ou molda. 2. Em pintura, sinônimo de pincelada.

TOQUES DE LUZ - São aquelas partes de um desenho ou pintura diretamente iluminadas pelos raios de luz. Normalmente, são pintados com tinta opaca empastada de cor creme ou esbranquiçada.

TRABALHO DO NATURAL - Pintar ou desenhar uma figura humana a partir da observação direta de um modelo vivo, em oposição a trabalhar de memória, sem modelo, ou a partir de outra obra de arte. Para os impressionistas significava geralmente trabalhar ao ar livre, ao contrário das paisagens pintadas no estúdio.

TRACEJAR - Termo empregado em desenho para indicar o uso de linhas ou traços paralelos com que é costume representar o sombreado em desenho. Também se pode usar em pintura para indicar o uso de traços paralelos e agrupados feitos com o pincel.

TRAÇO - 1. Linha feita com carvão, pincel, lápis, ponta seca, buril ou algum outro objeto sobre uma superfície. 2. Diz-se da maneira característica de desenhar.

TRANSPARÊNCIA - É a qualidade de uma substância que transmite em vez de refletir luz, isto é, pode-se ver através dela. Uma cor transparente se deixa atravessar pela luz. Como propriedade de uma tinta, o termo significa que sua cor não oculta inteiramente a superfície sobre a qual é aplicada e pode ser usada para pintar veladuras que produzem uma fusão ótica de sua cor com aquela da camada de baixo. Os impressionistas raras vezes usavam cores transparentes, preferindo misturá-las com branco para torná-las opacas e para que refletissem a luz, representando melhor os efeitos naturais na atmosfera.

TRICROMIA - 1. Processo gráfico de impressão que emprega as três cores primárias. 2. Diz-se da gravura ou estampa feita por este processo.

VALORES - Grau de luminosidade ou intensidade de uma cor, em uma escala que vai do branco ao negro. O valor de uma cor indica sua posição nesta escala: uma cor de valor alto será muito clara, pois algo significa próximo ao branco, estando os tons claros dominados pela presença do branco. Os valores de tom são estabelecidos na relação de uma parte do trabalho para outra, independentemente da cor real do objeto envolvido. Os valores das cores, por outro lado, dependem da significância de cada área de cor em relação com o global da obra e uma combinação dos dois deve ser levada em consideração na apreciação de uma pintura, de um desenho.

VALORES TÁTEIS - Classificação de autoria do historiador de arte Bernard Berenson, das qualidades por meio das quais uma pintura ou desenho evoca uma sensação de palpabilidade que o próprio objeto representado teria se fosse diretamente manuseado.

VARIANTE - Diz-se do desenho, pintura ou escultura que é uma versão de outra obra, bastante semelhante ao original, mas com pequenas diferenças na composição ou na técnica de execução e que pode tanto ter sido realizada pelo mesmo artista como por assistentes sob sua supervisão ou até por outro artista sem qualquer vínculo com ele.

VIGOROSO - Diz-se do caráter enérgico, mas natural, sem exageros, de uma representação pictórica ou escultórica. O termo é usado também quanto ao estilo de um artista.

VISTA - Diz-se de uma pintura ou desenho que mostra um panorama ou aspectos de cidade.

VOLUME - 1. A massa de uma forma tridimensional como pode ser avaliada em termos do espaço real que ocupa. O termo pode ser usado tanto com referência à forma global de uma escultura como com referência a apenas uma parte dela que tem uma forma e massa diferenciada. 2. Ilusão de volume em uma composição em duas dimensões: desenho, gravura ou pintura.

XILOGRAVURA - 1. Processo de gravura a partir de matrizes de madeira, no qual se faz o desenho em uma tábua lisa, que é depois desbastada com formão de maneira a sobrarem as partes que se quer imprimir. A matriz resultante é tintada com um rolo e pressionada com uma prensa sobre papel umedecido. Deste modo se consegue a gravura como cópia impressa. 2. Com matrizes complementares, que devem ser confeccionadas em separado para cada cor, pode-se imprimir uma gravura policrômica.

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